# Dossiê para o contador (2026-09-28) Este documento não afirma nenhuma regra fiscal. Cada pergunta mostra a evidência real medida (somente leitura, sem gravação em nenhum banco) e qual clique na tela "Contexto Fiscal" do painel a resposta libera. Identificadores de cliente foram substituídos por rótulos genéricos (Cliente A–E); nenhum nome de produto, CNPJ ou razão social aparece aqui. ## (a) Em CRT=1, o PIS/COFINS por item segue o cadastro do produto ou a operação/regime? **Evidência**: em 5 instalações auditadas (Cliente A, CRT 1; Clientes B/C/E, CRT 1; Cliente D, CRT 3), o cadastro do produto **nunca** tem os campos de PIS/COFINS usados pela emissão: mesmo quando a nota fiscal emitida traz um CST de PIS/COFINS preenchido, o cadastro está em branco para o mesmo produto (23 casos confirmados no Cliente A). Nos Clientes B, C, D e E, a emissão nunca preenche o CST de PIS/COFINS (0% dos itens, em todos os anos de histórico disponíveis). Isso indica que a emissão não lê o cadastro — mas não decide se o valor correto é "não aplicável", "por operação" ou um perfil fixo por empresa. **Libera**: card "Perfil de PIS/COFINS" → escolher `NOT_APPLICABLE`, `OPERATION_TIME` ou um perfil JSON de 6 campos. ## (b) O CST 01 emitido em ~9,5% dos itens é intencional? **Evidência**: dos itens de NFC-e emitidos pelo Cliente A, 9,5% trazem CST de PIS/COFINS = "01" — e são exclusivamente de um único mês (dezembro de um ano específico), não do ano inteiro: 90,9% dos itens daquele mês têm o campo preenchido, todos os outros meses (incluindo o resto do mesmo ano) têm 0%. Testamos se o NCM, o grupo do produto, o CFOP ou o código de ICMS do item explicam quais itens recebem o valor: não há uma fórmula fiscal por trás — é um conjunto pequeno e homogêneo de vendas reais concentrado nesse único mês, que já havia sido sinalizado em outra auditoria interna como um período com problema de integridade de dados. A leitura mais provável é que **não é uma política fiscal deliberada** — é um efeito técnico de um evento pontual (ex.: uma migração de dados ou uma versão diferente do software de emissão usada só naquele mês). Não decidimos isso por evidência insuficiente para confirmar a causa exata; a pergunta é se o contador reconhece esse episódio. ## (c) CFOP_ENTRADA no cadastro do produto é necessário ou é sempre definido na nota de compra? **Evidência**: - **Schema do banco**: a coluna é opcional no próprio banco de dados (sem obrigatoriedade, sem valor padrão, sem regra de validação) — o sistema nunca exige um valor aqui a nível de banco. - **Uso real é muito diferente entre clientes**: em dois clientes o campo está praticamente sempre em branco; em outros três está preenchido em quase 100% dos produtos, com valores plausíveis — ou seja, alguns clientes efetivamente mantêm esse cadastro, outros não. - Isso mostra que não existe uma regra universal: depende de como cada loja opera. Por isso o motor já trata isso como uma decisão por instalação (`entry_scope`), nunca uma regra fixa do sistema. - **Não verificado ainda** (requer acesso à tela de entrada de nota do sistema, que não fizemos): se a tela de lançamento de nota de compra lê o CFOP_ENTRADA do cadastro como sugestão inicial, ou sempre pede a digitação manual. Roteiro de 5 passos para teste manual: 1. Anote o CFOP_ENTRADA atual de um produto de teste (ou deixe em branco). 2. Abra o cadastro do produto e grave um CFOP_ENTRADA diferente (ex.: 1102). 3. Lance uma nota de entrada (compra) desse mesmo produto. 4. Veja se o CFOP do item da nota já vem preenchido com o valor do cadastro, ou em branco. 5. Repita com CFOP_ENTRADA em branco no cadastro e confirme se a nota exige digitação manual. - **Libera**: card "CFOP de entrada padrão" → `INTRA`, `INTER` ou `MIXED_OR_DYNAMIC` (este último não bloqueia mais a completude do produto). ## (d) O que mais o levantamento deixou como decisão pendente com evidência insuficiente? - **Origem da mercadoria** (nacional/importado): nenhuma fonte automática existe para decidir isso — a grande maioria dos produtos não tem nenhuma evidência. Só pode ser respondido produto a produto ou por grupo, nunca por uma regra geral. - **Tratamento de ICMS** para um pequeno grupo de produtos cujo código fiscal está em branco — parte é cadastro de teste/incompleto, mas alguns produtos reais também aparecem. - Um pequeno número de produtos com o código fiscal (CSOSN) em branco hoje. Nenhuma simulação escreve nada; um valor padrão só se aplica de fato após a confirmação do "Tratamento padrão de ICMS" no card correspondente, e mesmo assim o motor consulta o tratamento antes de propor o código (nunca aplica um padrão cegamente). ## Como usar este dossiê Cada resposta é dada uma única vez, no painel ("Contexto Fiscal", aba do Agent), nunca escrevendo nada no ERP diretamente — a decisão fica registrada e auditada, e só depois disso o motor passa a considerar o campo resolvido (ou explicitamente não-bloqueante). Nenhuma decisão aqui é assumida por padrão.